domingo, maio 30, 2010

quem sou eu?

Mateus, dono das palavras, dono do dom, dono de sua própria mente, ma não dono do coração que tanto quer, não é dono de seu próprio coração.
Você quando foi embora me levou minhas palavras, pois ela estava na minha alma e esta a guardá-la. Meu coração não apenas bombeia sangue, mas também bombeia palavras que ao passar pelo meu corpo se transforma em frases, e ela, as frases, ao passar pela minha mente se tornam textos, mas elas só saiam de mim quando estava com você.
Com você me lembrava de cada frase, de cada palavra de todos os textos. Agora não lembro nada, não sei por que ao menos escrevo, deve ser pela esperança de ainda ter você.
Por que eu elogio tanto ao tempo, mas meu destino o faz mudar.
Quem sou eu? Por que ainda lembro-me de você? Se você não é para meu destino, por que aparece em meu tempo?
Minhas palavras se tornaram “termos”, termos de meu coração para estarem com você, minhas frases se tornou “lei”, leito de morte do meu coração, pois este morto e prestes a ser enterrado e a única coisa que lhe peço é que digas minhas frases ao enterro de meu coração. Meus textos se tornaram arquivos guardados ao fundo de meu cérebro como um arquivo oculto, escondido para que um dia você, só você, possa ver. Minha mente não consegue pensar, meu coração não consegue bater e isto só em função a você!
Meu ultimo arquivo que ainda resta de meu espírito me fala que devo interferir ao mostrar para que viesse ao mundo, onde tudo é rápido, onde tudo é focado a um tempo fechado, entre portas fechadas entrelaçadas dentro de uma porta que antes saia luz agora só sai solidão.

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